Autoridades militares americanas decidiram nesta terça-feira suspender um contrato de US$ 27 bilhões com a empresa Boeing.
Segundo o Departamento de Defesa americano, o negócio não será concretizado até que seja concluído um inquérito sobre supostas irregularidades cometidas por um ex-funcionários da companhia.
O contrato suspenso prevê a compra e aluguel de cem aviões de reabastecimento da Boeing, uma das gigantes do setor aeronáutico internacional.
A empresa, nos últimos meses, passou a depender mais de seu contratos na área militar, depois que a queda de passageiros provocou uma crise nas companhias aéreas comerciais.
Conduta imoral
Darleen Druyun, que trabalhava no setor de aquisições da Força Aérea americana, é o pivô das acusações contra a empresa.
Druyun esteve envolvida na decisão de fechar o contrato com a Boeing para adquirir os aviões e, em janeiro, deixou o Pentágono para trabalhar na montadora de aviões. No mês passado, ela foi mandada embora da Boeing.
Na semana passada, a diretoria da empresa decidiu despedir o diretor financeiro da empresa, Michael Sears, que teria participado de negociações com Druyun.
A Boeing o demitiu sob alegações de conduta imoral, mas Sears nega que tenha cometido qualquer irregularidade.
Na segunda-feira, o presidente da Boeing, Phil Condit, apresentou sua renúncia - uma decisão que foi atribuída às acusações enfrentadas pela empresa.
O vice-secretário de Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, disse ter ordenado a abertura de uma investigação sobre as ações de Darleen Druyun e como elas teriam influenciado a vitória da Boeing na concorrência para a venda dos aviões.
O contrato já havia sido revisto pelo Pentágono, depois que surgiram alegações de que Druyun deu à Boeing acesso a informações sigilosas sobre a proposta apresentada pela empresa Airbus, que também participou da concorrência.
Segundo Wolfowitz, o Pentágono irá "considerar" a possibilidade de levar adiante a primeira fase do contrato com a Boeing depois que o novo inquérito estiver concluído.