O euro voltou a atingir uma alta recorde de 1,20 dólares americanos, durante a sexta-feira, apesar dos recentes desentendimentos políticos sobre a moeda única.
A confiança nos Estados Unidos vem diminuindo por causa de preocupações com o déficit acumulado, apesar de evidência da economia ter voltado a crescer.
Outro motivo apontado para os mercados estarem um pouco desconfiado com o país seria o problema de segurança global.
O euro também se beneficiou do fraco movimento das bolsas americanas durante o feriado de Ação de Graças, na quinta-feira.
Confiança
Foi a segunda vez em menos de 10 dias que o euro registrou recorde de alta em relação ao dólar americano.
No dia 19 de novembro, a moeda foi cotada a US$ 1,1978 durante a madrugada na Europa, mas cedeu para US$ 1,1917 nas negociações à tarde.
O bom desempenho pode ser visto como um sinal de maturidade do euro, que tem 5 anos de idade. Ele vem se mostrando forte o suficiente para não ser abalado por interferências políticas.
No início da semana, ministros da União Europeia deixaram de aplicar sanções à França e à Alemanha, por que os dois países romperam as regras orçamentárias designadas a ancorar o euro, com um controle fiscal rigoroso. Os dois países são as economias mais fortes a usarem a moeda.
Apesar disso, o mercado reagiu mal ao déficit americano, resultante de grandes cortes de taxas, e gastos que visavam estimular o crescimento.
Apesar de dados mostrarem que a economia americana atingirá a meta de crescimento de mais de 8% anuais, os mercados prestam mais atenção ao balanço entre o que os Estados Unidos compram e vendem, em termos de produtos e serviços. O deficit atual é de 5% e deve aumentar.
Na União Europeia, este balanço é positivo.