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Europa pode suspender restrições a frango brasileiro

A União Européia (UE) concluiu que os controles sanitários sobre o frango brasileiro para exportação são "satisfatórios" e poderá aliviar as restrições para a entrada do produto no mercado da região.

Atualmente pelo menos 20% do frango brasileiro exportado para a Europa precisa passar por testes para detectar a presença do antibiótico nitrofurano, proibido na UE.

Segundo fontes da UE ouvidas pela BBC Brasil, existe a possibilidade de que essa essa restrição - que encarece e dificulta a entrada do produto brasileiro - seja eliminada. Mas isso ainda depende de resultados dos testes feitos pelas autoridades européias e consultas aos países da União Européia. Essa estratégia foi adotada em relação ao frango importado da Tailândia.

A UE, porém, concluiu que há falhas na inspeção de resíduos de medicamentos em leite, ovos, mel e carne de ovinos, e está demandando que as autoridades brasileiras adotem medidas adicionais.

Sistema

As conclusões foram divulgadas nesta quinta-feira e são resultado de uma inspeção feita por técnicos da União Européia entre junho e julho, no Brasil.

A aprovação do programa brasileiro de exame de resíduos de medicamentos em frangos poderá terminar uma longa batalha entre Brasil e UE sobre a presença de antibióticos proibidos na Europa em frangos vendidos para consumo dos europeus.

Agora a UE quer que os demais alimentos listados pelos técnicos passem pelo mesmo esquema rigoroso aplicado ao frango, com padrões semelhantes aos usados na UE.

Segundo a comissão de técnicos da UE, alimentos como mel, ovos e derivados, carne de ovinos e caprinos não estão sendo submetidos aos testes para avaliar se estão contaminados com resíduos de remédios proibidos e podem estar contaminados.

Porco

As autoridades brasileiras já se comprometeram a implementar um programa de exame de resíduos de medicamentos nos alimentos e de controle de qualidade em até seis meses.

Outra reclamação da UE é que exportadores brasileiros estão vendendo carne de porco e derivados para consumo de europeus, apesar da proibição de entrada desse produto nos países da União Européia, por causa da existência de febre suína no rebanho brasileiro.

O produto brasileiro estaria sendo fornecido para companhias aéreas e de transporte marítimo, para ser utilizada nas refeições servidas em aviões e navios.

Segundo autoridades brasileiras, não existe nada ilegal na iniciativa de exportadores brasileiros, que teriam achado uma brecha na legislação para conseguir vender no mercado europeu.