O Brasil tem mais chances de se recuperar das dificuldades econômicas que atingem a América Latina porque adota políticas de abertura de mercado, sustentou o secretário-assistente do Tesouro americano, Randal Quarles, durante uma conferência da Federação Latino-americana de Bancos (Felaban), em Miami.
A uma platéia de banqueiros de Estados Unidos, Europa e América Latina, Quarles disse que o caso brasileiro é "um dos melhores exemplos" de que como um governo que promove reformas estruturais e é responsável do ponto de vista fiscal pode ajudar na recuperação econômica de um país.
Para o secretário-assistente do Tesouro americano, políticas como o controle da inflação e dos gastos públicos não apenas restauraram a confiança dos mercados, como deverão ajudar o governo Lula a cumprir as suas promessas na área social.
"A administração Lula mostrou que a responsabilidade fiscal não é apenas consistente com, mas também é parte integrante do compromisso deles com a responsabilidade social", afirmou Quarles, segundo a agência de notícias Associated Press.
Mau exemplo
Já a Venezuela foi citada por Quarles como exemplo a não ser seguido, já que a política econômica do presidente Hugo Chávez teria afastado investidores estrangeiros.
"A situação da Venezuela é talvez um bom exemplo do outro lado da moeda do Brasil", afirmou o secretário, de acordo com a agência Reuters.
Para o funcionário do Tesouro americano, o encolhimento da economia venezuelana tem como origem justamente a rejeição do país a políticas como livre comércio e disciplina fiscal.
Quarles disse ainda que é de esperar que a Argentina e o Uruguai cresçam depois de perder tanto.
Embora tenha elogiado o empenho da Argentina em manter os compromissos com o Fundo Monetário Internacional, ele disse que o país ainda tem muitas dificuldades pela frente.