O governo americano divulgou planos para conter as importações de têxteis chinesas, no mais recente desdobramento da disputa comercial entre os dois países.
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos disse que planeja estabelecer cotas, com o objetivo de limitar o crescimento de importações de têxteis chinesas a 7,5% por ano.
A medida é anunciada depois de um rápido aumento dos carregamentos de peças de vestuário chinesas, nos últimos 14 meses.
O subsecretário de Comércio americano, Grant Aldonas, disse que o aumento das importações havia sido sido ajudado por subsídios concedidos pelo governo chinês.
Estatais
"Não é apenas a questão de um aumento dramático, mas de uma indústria estatal que é subsidiada por bancos estatais", disse ele.
A decisão mostra a determinação de Washington em controlar o seu crescente déficit comercial com a China - que deve alcançar US$ 120 bilhões neste ano, segundo previsões.
O governo americano teme que a enxurrada de produtos importados chineses esteja prejudicando os fabricantes nacionais, forçando-os a cortar empregos.
Pressionada por lobbies da indústria americana, a Casa Branca já pressionou Peking a eliminar seus controles sobre o câmbio, que mantêm o valor do yuan artificialmente baixo em relação ao dólar.
Mas a China tem resistido, evitando atender aos apelos para alterar o seu regime cambial.
Associações da indústria têxtil americana, que argumentam que 300 mil empregos nos Estados Unidos foram eliminados desde 2001, elogiaram o estabelecimento de cotas para as importações chinesas.