O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou nesta terca-feira, em Miami, o início de negociações para acordos bilaterais com a Colômbia, o Peru, a Bolívia e o Equador.
Com isso, os Estados Unidos dão o primeiro passo para fechar um acordo de livre comércio com a Comunidade Andina (com exceção da Venezuela), ampliando sua ofensiva de negociações bilaterais na América Latina.
O anúncio foi feito pelo representante do Comércio americano, Robert Zoellick, em uma entrevista coletiva ao lado de ministros dos quatro países em Miami.
"A Alca é importante, mas não é o único caminho", disse ele.
América Central
Além dos quatro países andinos, os Estados Unidos anunciaram também a disposição em estreitar relações comerciais com outros países da região: a República Dominicana e o Panamá.
Zoellick também afirmou que os Estados Unidos pretendem concluir as negociações com os países da América Central – com os quais já discute a criação de uma área de livre comércio – até o fim deste ano.
A ampliação da ofensiva bilateral americana, que engloba uma lista crescente de países e pressupõe acordos mais abrangentes, corre paralamente às negociações para a formação da chamada Alca "light", opção preferida pelo Brasil.
Modelo chileno
A expectativa é que as negociações anunciadas com os países andindos comece já em 2004 e siga o modelo do acordo com o Chile, ou seja, que sejam acordos mais abrangentes, como preferem os Estados Unidos e como quer evitar o Brasil.
Em um primeiro estágio, os Estados Unidos começam a negociar formalmente com a Colômbia e o Peru, dando tempo para que Bolívia e Equador se preparem melhor para iniciar as discussões práticas.
Como o acordo com o Chile já foi aprovado pelo Congresso americano, a tarefa de convencer os legisladores seria mais fácil se as novas negociações seguissem os mesmo moldes.
Aprovado pelo Congresso americano em julho deste ano, o acordo com o Chile foi o primeiro do tipo assinado pelos Estados Unidos na América do Sul.