O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou nesta quarta-feira que o novo acordo entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI) será de US$ 14 bilhões.
Segundo o ministro, o acordo deverá ser assinado em dezembro – quando termina o acordo de US$ 30 bilhões firmado com o Fundo no ano passado – e terá vigência de um ano.
Palocci fez as declarações depois de um encontro com a vice-diretora do Fundo, Anne Krueger.
Dos US$ 14 bilhões, US$ 8 bilhões já estariam previstos no atual acordo. Ou seja, o Brasil não sacaria a parcela que vence no final deste ano, transferindo-a para o novo acordo.
Palocci disse ainda que a intenção do governo não é sacar os recursos. "Queremos apenas garantir uma apólice de seguro", afirmou.
Segundo Palocci, o novo acordo não vai significar a revisão da meta de superávit primário fiscal, de 4,25% do PIB.
Lula na África
Em Moçambique, antes do anúncio informal de Palocci, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia dito que o Brasil não fecharia nenhum acordo com o FMI antes de dezembro.
Lula, no quinto dia de sua viagem pela África, também havia dito que o seu governo não fecharia nenhum governo que prejudicasse o crescimento do país.
"A economia brasileira voltou a crescer, não vai parar de crescer e nós não faríamos nenhum acordo que impedisse a economia de crescer."