A Sony, uma das maiores empresas de aparelhos eletrônicos do mundo, com sede no Japão, anuncia nesta terça-feira os detalhes de um plano de reestruturação, depois de meses de quedas nos seus lucros.
Analistas afirmam que a empresa deve cortar até 20 mil empregos em todo o mundo nos próximos três anos, o equivalente a mais de 10% dos seus empregados.
O analista econômico da BBC, Leslie Curwen, afirma que a Sony tem sido forçada a baixar os seus preços por causa da intensa concorrência na indústria eletrônica.
Nos últimos meses, os lucros da gigante japonesa despencaram.
Rivais
Os principais rivais japoneses da Sony, a Toshiba, a Fujitsu e a NEC, todos anunciaram recentemente cortes de pessoal.
A imprensa japonesa já vem especulando sobre os cortes da Sony há mais de uma semana, e a empresa confirmou que a reestruturação deve incluir o fechamento de fábricas de televisão.
"Cortes de empregos e o fechamento de fábricas definitivamente serão incluídos, mas detalhes, como o prazo para o fechamento das fábricas, não foram definidos", disse um funcionário da Sony à agência de notícias Reuters.
Em abril, a Sony decepcionou investidores ao anunciar um prejuízo de quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,87 bilhões) no primeiro trimestre.
A empresa enfrenta um enfraquecimento na demanda dos consumidores por seus produtos, e a divisão de eletrônicos da companhia tem sido prejudicada pelos altos custos da produção e por estoques excessivos.
Mudança
De acordo com analistas, a Sony chegou a dominar a indústria de fabricação de televisores, mas fracassou em identificar a mudança na tendência de consumo, que se voltou para as TVs com tela plana de cristal líquido.
O jornal japonês Nihon Keizai Shimbun afirmou que a Sony vai anunciar uma joint venture com a empresa sul-coreana Samsung para fabricar telas de cristal líquido para televisores.
Além de se adaptar às novas tendências, a Sony também tenta se recuperar dos efeitos provocados pelo desaquecimento da economia americana, principal mercado para exportação da empresa.
Atualmente, a empresa conta com 160 mil funcionários em todo o mundo.