O Federal Reserve (Fed, banco central americano) decidiu manter a taxa básica de juros em 1% ao ano em uma reunião nesta terça-feira.
O comitê formulador de políticas do banco justificou a decisão unânime, que já era esperada pelo mercado, alertando para o temor de que a inflação caia "demais".
Acredita-se que uma inflação menor do que a atual, de 1,2%, poderia tirar a flexibilidade do Fed para agir.
"O comitê julga que o risco de a inflação se tornar indesejavelmente baixa continua sendo a principal preocupação para o futuro próximo", diz o comunicado oficial do comitê, divulgado após a reunião.
A taxa básica de juros é a adotada para empréstimos entre bancos. Com base nela é que são estabelecidos os juros cobrados de empresas e pessoas que buscam financiamentos, por exemplo.
Cortes
A taxa de 1% foi estabelecida em junho, quando o Fed realizou o último de uma série de 13 cortes iniciado em 2001 para fomentar o crescimento da economia americana.
O Banco Central americano destacou, no entanto, que as "evidências" apontam para a consolidação da recuperação da economia americana. "Os gastos estão se firmando e o mercado de trabalho parece estar se estabilizando", diz o comunicado do Fed.
Apesar da melhora em índices como o de volume de encomendas à indústria, analistas acreditam que o Fed queira esperar por mais sinais positivos antes de elevar a taxa de juros, que estão no seu patamar mais baixo em 45 anos.
A principal preocupação seria com os mais de um milhão de pessoas – ou cerca de 6,1% da força de trabalho – que continuam desempregadas nos Estados Unidos.
Segundo o Fed, a recuperação da economia americana continuará ameaçada enquanto houver altos níveis de desemprego.
Até agora, no entanto, fornecedores têm conseguido atender a uma demanda crescente de produtos e serviços sem contratar novos funcionários.
Uma das razões disso seria o grande aumento de produtividade que, na opinião de alguns analistas, impõe um limite à redução do desemprego no país.