A China já é a sexta maior economia do mundo, atrás de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, segundo dados da agência de classificação de risco Fitch Ratings.
No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês ficou em US$ 1,24 trilhão.
Em 2003, o PIB do país deve chegar a US$ 1,36 trilhão, segundo projeção da agência.
Esse desempenho é resultado de uma elevada taxa de crescimento, que muitas vezes chegou aos dois dígitos nos últimos anos.
Mão-de-obra
O crescimento este ano deve ficar em 8,5%, segundo a Fitch. Em 2004, o ritmo deve cair um pouco, mas a taxa ainda deve ficar em 7,8%, de acordo com as projeções da agência.
"As políticas na China têm sido focadas no crescimento e no desenvolvimento", diz Paul Rawkins, analista sênior da Fitch.
"O país se beneficiou de sua mão-de-obra barata e um enorme mercado doméstico", acrescenta.
Segundo o analista, a China também adotou políticas de reforma para transformar a economia socialista em economia de mercado de forma bastante acelerada.
Democracia
Todo esse processo foi mais rápido do que o da Índia, por exemplo, que também tinha uma economia em moldes socialistas, de acordo com Rawkins.
Uma das explicações para essa diferença é que a China, por não ser uma democracia, pode adotar mudanças de forma mais acelerada.
Em 2002, a China entrou na Organização Mundial do Comércio (OMC), o que facilitou seu acesso a mercados de outros países.
Graças a isso, os investimentos diretos na China - que, há anos, já é o país emergente que mais vem recebendo essas aplicações - aumentaram ainda mais e neste ano devem chegar a US$ 50 bilhões.
Com exportações elevadas e investimentos diretos estrangeiros, o país também vem acumulando reservas internacionais.
Em julho, as reservas da China estavam em US$ 360 bilhões, segundo a Fitch.
O país é um credor mundial, pois tem mais a receber do que pagar. O balanço externo da China é positivo em US$ 285 bilhões.