A bolsa de valores de Tóquio, no Japão, teve nesta segunda-feira sua maior queda em um só dia desde setembro de 2001. O índice Nikkei apresentou uma queda de 4,2% no fechamento dos negócios na capital japonesa.
O resultado se segue a um pedido feito pelo G-7 (o grupo dos sete países mais industrializados do mundo) para que os países sejam mais flexíveis no ajuste do valor de suas moedas.
O pedido levou a uma alta no valor da moeda japonesa, o iene, o que por sua vez fez com que as exportações japonesas se tornassem mais caras.
Também nesta segunda-feira, o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, anunciou reformas no seu gabinete de governo.
Problemas de saúde
Koizumi determinou a substituição do seu ministro das Finanças, Masajuro Shiokawa, de 81 anos, que está com problemas de saúde.
O cargo passou a ser ocupado pelo então ministro da Segurança Pública, Sadakazu Tanigaki.
Koizumi também reconfirmou no cargo o ministro da Política Econômica e Fiscal, Heizo Takenaka – o principal arquiteto das reformas no setor bancário levadas à frente no país.
Na atual estrutura do gabinete, Takenaka tem mais poder do que o ministro das Finanças, cujo trabalho é mais concentrado na elaboração de estratégias para o iene.
'Mais do mesmo'
As mudanças foram anunciadas depois que Koizumi foi reeleito, no sábado, para a presidência de seu partido, o Liberal Democrata.
A expectativa é que, agora, o premiê convoque novas eleições gerais no país.
Alguns operadores do mercado financeiro deixaram claro que não houve surpresas nas mudanças no ministério de Koizumi.
"De modo geral, é mais do mesmo, o que não é particularmente bom porque indica inatividade", disse Richard Jerram, economista-chefe da ING Securities.
A economia japonesa vem dando sinais de recuperação deopis de anos de marasmo. O crescimento vem superando até mesmo as previsões do governo, impulsionado pelo crescimento nas exportações.