O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou a redução de sua previsão de crescimento para o Brasil em 2003. Segundo o fundo, a economia brasileira, a maior da América Latina, crescerá "modestos" 1,5% – e não 2% como era previsto em agosto.
"Mas o crescimento brasileiro acontecerá de forma mais sólida no ano que vem: 3%", afirma o relatório.
Os números aparecem no mais recente relatório bienal do fundo, apresentado nesta quinta-feira durante a reunião do FMI em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
O FMI afirma que toda a América Latina apresentará um crescimento mais modesto (1,1%) do que o previsto no início de 2003 (1,5%). Em 2004, o FMI prevê um crescimento de 3,6% - menor do que os 4,2% anteriormente previstos.
Os números estão abaixo da média de crescimento prevista para a economia mundial: 3,2% em 2003 e 4,1% para 2004.
Argentina
O fundo, no entanto, alertou para grandes discrepâncias entre os países latino-americanos, que terão um crescimento bastante diferenciado entre si.
"Enquanto a Argentina viveu um calamitoso declínio de 10,8% em seu PIB em 2002, o país deve crescer 5,5% em 2003 e 4% em 2004. Mas a Venezuela não deverá apresentar melhoras. O PIB deve cair 16,7% neste ano", diz o relatório do fundo.
O FMI recomenda que a Argentina continue tentando implementar um plano estável e confiável para restaurar as finanças públicas e reestruturar suas dívidas, fortalecer o seu sistema bancário, acelerar a reestruturação das dívidas do setor privado e assegurar que os pobres continuem protegidos durante a transição.
O Chile e o México, os países que ficaram mais imunes às crises dos últimos dois anos na América Latina, devem apresentar um crescimento modesto, de acordo com o fundo.
O México, cuja economia é bastante atrelada à americana, deve crescer 1,5% em 2003 e 3,5% em 2004.
A previsão para o Chile é de 3,3% neste ano e 4,5% em 2004. O FMI afirma que o corte na taxa de juros está "ajudando a economia doméstica do Chile a se recuperar".