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Caso de Sars em Cingapura derruba bolsas asiáticas

Os mercados de ações asiáticos tiveram um dia de quedas nesta quarta-feira, influenciados pelo anúncio de um novo caso de Sars (sigla em inglês para a pneumonia atípica chamada de Síndrome Respiratória Aguda Grave), em Cingapura.

Depois de uma pequena baixa na terça-feira, a queda na Bolsa de Cingapura se intensificou nesta quarta.

A mesma tendência foi observada em Hong Kong, onde a baixa do índice Hang Seng chegou a 2%.

As bolsas em Taiwan, na Malásia e nas Filipinas também registraram quedas. Os papéis de companhias aéreas foram os mais afetados e tiveram o pior desempenho.

Durante o primeiro semestre de 2003, as economias asiáticas foram duramente atingidas por uma epidemia de Sars, que matou mais de 900 pessoas em todo o mundo.

Temor e expectativa

De acordo com analistas, alguns investidores temem que o caso de Sars em Cingapura possa ser o início de uma nova epidemia.

Economistas, no entanto, afirmam que a queda em alguns mercados asiáticos – como Hong Kong, por exemplo – já era esperada após uma seqüência de altas, e o novo caso de Sars teria funcionado apenas como uma espécie de catalisador.

Analistas acreditam que Hong Kong pode ser o mercado mais prejudicado caso a epidemia de Sars volte a provocar estragos na região.

A ex-colônia britânica foi a segunda região mais afetada pela pneumonia, atrás apenas da China continental, com 297 mortes e cerca de 1,8 mil infectados.

Muitas pessoas culparam o governo local por demorar a responder ao avanço do vírus que causa a doença e por seguir a liderança das autoridades chinesas ao esconder o problema por muito tempo.

A economia de Hong Kong sofreu uma queda de 3,7% no segundo trimestre de 2003.

Após o anúncio do caso de Sars em Cingapura, as autoridades locais entraram em alerta para se prevenir contra o possível ressurgimento da doença na região.