O aumento dos gastos com a defesa impulsionou o crescimento da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio americano.
O produto interno bruto, PIB, cresceu 3,1 % - muito mais do que os 2,4 % previstos há um mês.
Em cada um dos trimestres anteriores, houve um aumento de 1,4 %.
Os gastos com a defesa - feitos, na maior parte, em função da guerra contra o Iraque - aumentaram em 45,9 %, acima do corescimento de 44,1 % previsto na primeira estimativa.
Esse foi o crescimento mais forte de investimentos no setor desde 1951, durante a Guerra da Coréia.
O consumo também contribuiu de maneira decisiva para o crescimento do PIB.
Os gastos com consumo, medidos pelo item despesas com consumo pessoal, aumentaram a uma taxa anual de 3,8% no segundo trimestre, após terem crescido 2% nos primeiros três meses de ano.
Os dados recém-divulgados dão mais um sinal de recuperação da economia americana.
Mas nesta quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional, FMI, advertiu o governo norte-americano em relação ao enorme déficit público do país e como os Estados Unidos vão combater o déficit.
De acordo com o rascunho de um relatório do Fundo, o governo Bush está otimista demais com o tamanho do déficit que pode aumentar até US$ 550 bilhões ou mais que 5% da produção econômica do país.
Ao mesmo tempo, no entanto, o FMI aumentou a previsão de crescimento econômico para os Estados Unidos. De acordo com o Fundo, o crescimento extra é parcialmente derivado da política de cortes de impostos introduzida pelo presidente George W. Bush e do aumento de gastos com defesa.