Com a normalização do fornecimento de energia na costa leste dos Estados Unidos, o impacto econômico da crise deverá ser reduzido.
Para analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters, apesar de perdas pontuais em alguns setores, o impacto na economia americana será limitado.
Na opinião dos especialistas, apenas uma quebra de fornecimento mais prolongada poderia afetar de forma significativa a economia do país.
Apesar disso, algumas áreas devem sofrer com o apagão.
Os mercados financeiros reabriram nesta sexta-feira com pequenas variações, apesar do blecaute que atingiu o leste do país na quinta-feira.
As bolsas – que já estavam fechadas quando a rede elétrica caiu em Nova York – têm geradores próprios e, portanto, podem funcionar mesmo se o suprimento não ainda estiver sido normalizado.
Além disso, autoridades garantem que o sistema bancário não foi afetado pelos apagões, que ocorreram por volta de 16h (horário local), já no final do expediente.
Já no setor produtivo, muitas empresas – especialmente as do já cambaleante setor do aviação – tiveram de interromper suas atividades e o custo da produção perdida deverá ser alto.
Diversos vôos – domésticos e internacionais – foram suspensos ou adiados. Cinco aeroportos nos Estados Unidos e dois no Canadá tiveram de ser fechados por algumas horas.
A indústria de seguros também deverá ser bastante afetada, por causa de pedidos de indenização por perdas, como por alimentos estocados em freezer que descongelaram.
Ainda incerto é o impacto que o blecaute deverá ter sobre as empresas fornecedoras de energia. É possível que elas tenham que pagar algum tipo de compensação aos usuários do sistema.