18 de junho, 2003 - 02h39 GMT (23h39 Brasília)
Denize Bacoccina
enviada especial a Assunção
Depois de responder, durante discurso em Pelotas (RS), às críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Assunção em silêncio.
Ao contrário dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Gonzalo Sánchez de Lozada, que falaram com a imprensa na chegada – Chávez longamente, citando Lula diversas vezes –, o presidente brasileiro seguiu direto para a residência do embaixador no país, Luis Augusto Castro Neves, que o recebeu no aeroporto.
Lula foi o último a chegar – meia hora atrasado – ao jantar oferecido pelo presidente paraguaio, Luis González Macchi, aos presidentes de Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile e Venezuela.
A chegada do presidente brasileiro foi cercada de um forte aparato de segurança, tanto no aeroporto como no Yacht y Golf Club, onde é realizada a reunião do Mercosul.
Cúpula
O presidente participa nesta quarta-feira do encontro de cúpula do Mercosul, em que será assinado o documento que determina a eliminação das pendências dentro do bloco até 2006.
Lula deve propor também um plano de longo prazo, para os próximos quatro anos, para reforçar o lado institucional do Mercosul e ampliar o acordo de um intercâmbio comercial para uma integração mais ampla entre os países.
A presença do presidente venezuelano deve acelerar as negociações para um acordo de preferência comercial entre Mercosul e Venezuela.
"Este é um momento crucial para a união da América Latina. Só a união nos fará livres", afirmou Chávez na chegada ao aeroporto.
O presidente venezuelano também citou Lula, que defendeu a ampliação do Mercosul. "O Mercosul deve chegar ao Caribe através da Venezuela", afirmou.
Outro acordo já em fase adiantada, que deve ser assinado em agosto, durante visita do presidente Lula a Lima, é com o Peru.