19 de março, 2007 - 13h20 GMT (10h20 Brasília)
Durante cinco dias a partir desta segunda-feira, a top model britânica Naomi Campbell estará varrendo ou esfregando o chão em um prédio do Departamento de Saneamento de Nova York.
A modelo foi condenada a prestar serviços à comunidade por ter atirado um telefone celular em sua empregada.
Para evitar que Campbell seja assediada pela imprensa - como ocorreu com o cantor britânico Boy George quando cumpriu pena semelhante na cidade - o juiz permitiu que a sentença seja cumprida a portas fechadas.
A modelo recebeu instruções de deixar os saltos altos em casa e comparecer ao local de trabalho às oito horas da manhã.
Ela foi aconselhada a vestir tênis e jeans e um boné ou lenço para proteger o cabelo. E terá de vestir um uniforme laranja fosforescente e luvas de trabalho.
Segundo relatos, a modelo teria jogado um celular incrustado de pedras preciosas na cabeça da empregada Anna Scolavino.
Depois das passarelas
Campbell admitiu ter atirado o aparelho, mas disse ao juiz que não tinha intenção de atingir a funcionária.
O juiz concordou com um pedido da modelo, que queria iniciar o trabalho após uma série de desfiles de moda.
Além dos serviços comunitários, Naomi Campbell foi condenada a pagar as despesas médicas da empregada - que levou quatro pontos na cabeça - e fazer um curso para aprender a controla a própria agressividade.
Embora a pena de prestar serviços à comunidade venha sendo aplicada pela Justiça americana há décadas, a prática vem chamando a atenção porque várias celebridades tiveram sentenças desse tipo.
Câmeras de televisão e fotógrafos estavam a postos, quando o cantor Boy George apareceu vestindo um uniforme laranja e segurando uma vassoura para varrer a entrada de um armazém do Departamento de Saneamento de Nova York.
O cantor admitiu a culpa por ter dado queixa falsa por um roubo em seu apartamento em Manhattan.
O policial que foi investigar o caso encontrou cocaína no apartamento.
Segundo a agência de notícias Associated Press, embora ele não tenha comentado a experiência na ocasião, o cantor disse aos autores de um documentário que "de uma forma um tanto quanto estranha e perversa, bem no estilo Boy George, tinha até gostado (da experiência)".