01 de março, 2007 - 14h59 GMT (11h59 Brasília)
O clássico da literatura inglesa Orgulho e Preconceito, escrito por Jane Austen e publicado em 1813, foi votado o livro mais indispensável para os britânicos.
Uma pesquisa para comemorar o Dia Mundial do Livro na Grã-Bretanha revelou que O Senhor dos Anéis, de JRR Tolkien, é o segundo favorito, e Jane Eyre, de Charlotte Bronte, o terceiro.
A Bíblia aparece em sexto lugar na lista, duas posições acima da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, obra de literatura fantástica que para muitos tem temática anti-religiosa.
A votação pela internet teve a participação de cerca de 2 mil leitores.
A série de livros de Harry Potter, de JK Rowling, ficou em quarto lugar, logo à frente de Não Matem a Cotovia, de Harper Lee.
O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Bronte, foi o sétimo colocado. Em oitavo lugar, dividindo a posição com Fronteiras do Universo, está o livro de George Orwell 1984.
Na décima posição, Grandes Esperanças, de Charles Dickens, completa a lista dos dez favoritos dos britânicos.
Orgulho e Preconceito foi escolhido por 20% dos pesquisados. O livro é popular entre leitores de todas as idades: só não foi o primeiro colocado entre leitores com menos de 18 anos.
Neste grupo, os livros de Harry Potter ocupam a primeira posição, o clássico de Austen fica em segundo lugar.
Já a Bíblia ficou em quarto lugar entre leitores com idades acima de 43 anos, mas caiu para a posição 19 entre leitores com menos de 18.
Entre as obras da literatura contemporânea que aparecem na lista dos cem favoritos estão Canto do Pássaro, de Sebastian Faulks, em décimo-sétimo lugar, e O Código Da Vinci, de Dan Brown, na posição 42.
O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, entrou na posição 68, acima de Os Filhos da Meia-Noite, obra premiada de Salman Rushdie.
Biografias de celebridades não se classificaram na lista dos cem favoritos dos britânicos.
No ano passado, uma pesquisa entre bibliotecários também para comemorar o Dia Mundial do Livro revelou que Orgulho e Preconceito tem o final feliz favorito dos britânicos.