05 de fevereiro, 2007 - 21h50 GMT (19h50 Brasília)
A gigante da tecnologia Apple chegou a um acordo com os Beatles, pondo fim a uma longa disputa pelos direitos de uso da marca e do logotipo Apple.
Pelo acordo, a Apple Inc vai assumir controle total sobre a marca e vai licenciar determinados usos da marca e do logo de volta para a gravadora dos Beatles, a Apple Corps.
As duas companhias vêm brigando na Justiça há mais de 25 anos.
O diretor da Apple Inc, Steve Jobs, disse que a batalha nos tribunais foi “dolorida”.
Como resultado, as canções dos Beatles ainda não estão disponíveis em serviços legais de baixa de música.
A trégua pode abrir caminho para a inclusão das canções do grupo na loja virtual da Apple, o iTunes.
Jobs disse: “Nós amamos os Beatles e tem sido dolorido brigar com eles por causa dessas marcas”.
“É ótimo resolver isso de maneira positiva, e de certa maneira isso deve eliminar o potencial para mais desavenças no futuro.”
O gerente da Apple Corps, Neil Aspinall, acrescentou: “Desejamos muito sucesso à Apple Inc e esperamos ter vários anos de cooperação pacífica com eles.”
A briga começou em 1980, quando George Harrison viu um anúncio dos computadores da Apple em uma revista.
O ex-Beatle, morto em 2001, notou que havia possibilidade de conflito com a Apple Corps – criada pelos Beatles em 1968 para lançar suas músicas e administrar suas atividades criativas.
Ambas as partes chegaram a um acordo em 1981, quando a empresa de computadores Apple conquistou o direito de usar a marca desde que associada exclusivamente a computadores.
A empresa dos Beatles, por outro lado, teria controle sobre a marca para uso no setor de entretenimento.
Com a associação crescente entre computadores e música, houve nova briga nos tribunais em 1989, e mais um acordo.
A disputa mais recente começou em 2003, quando a Apple Inc inaugurou a loja iTunes para baixa de músicas na internet.
A Apple Corps argumentou que a Apple Inc estava mais uma vez invadindo seu território.
A gravadora perdeu. Um juiz decidiu que o tocador de MP3 iPod e a loja virtual iTunes não estavam rompendo o acordo porque são apenas formas de transmitir música e nada têm a ver com o processo de criação musical propriamente dito.