19 de junho, 2006 - 18h01 GMT (15h01 Brasília)
A pirataria de filmes na China custou à indústria global do cinema US$ 2,7 bilhões em 2005, diz um estudo publicado por uma entidade internacional que representa a indústria.
A entidade, Motion Picture Association (MPA), disse que cerca de 93% dos filmes vendidos na China são piratas.
Nesta quarta-feira, a União Européia e os Estados Unidos vão lançar uma campanha contra a pirataria em uma cúpula com presença da China e da Rússia, os principais alvos da iniciativa.
A proposta envolve maior cooperação entre alfândegas, ação conjunta nos países de onde vêm os produtos pirateados e cooperação com as vítimas.
Também há planos de se criar uma rede de diplomatas especializados em operações anti-pirataria.
De acordo com o relatório da MPA, quase 40% das perdas na China são resultado de downloads ilegais de filmes da internet.
A indústria chinesa de cinema foi a principal afetada, perdendo cerca de US$ 1,5 bilhão por causa da pirataria, enquanto os grandes estúdios de Hollywood perderam cerca de US$ 565 milhões.
Há muito tempo empresas européias e americanas reclamam do volume de produtos pirateados à venda na China.
A MPA está frustrada também com a falta de acesso ao mercado chinês.
Apenas 20 filmes estrangeiros podem entrar no país por ano, diz a entidade.
E mesmo os que entraram encontram restrições.
Um outro estudo encomendado pela MPA revelou que o número de pessoas indo a cinemas na China aumentou 30% no ano passado, com as vendas de ingressos totalizando US$ 247 milhões.
A MPA disse, no entanto, que o ritmo de crescimento das bilheterias na China está diminuindo.
A entidade é o braço internacional da Motion Picture Association of America, que representa os interesses dos grandes estúdios de Hollywood.
A cúpula em Viena nesta semana terá a presença do presidente americano George W. Bush e vai abranger temas como energia, terrorismo e armamentos.
Mas o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, disse que a luta contra a pirataria na China é uma de suas prioridades.
"A União Européia está irritada com a pouca proteção dada à propriedade intelectual na China", disse Mandelson.
Segundo a comissão, países da América Latina e do Oriente Médio, assim como outros países asiáticos, também estão na mira da União Européia.