15 de maio, 2006 - 12h57 GMT (09h57 Brasília)
O baixista da banda que acompanhava o cantor e compositor Bob Marley perdeu sua batalha na Justiça para receber o equivalente a 60 milhões de libras (cerca de R$ 242 milhões) em royalties.
O baixista Aston Barrett, de 60 anos, processou a gravadora Island e a família de Marley, alegando ter direito à quantia milionária devido às canções que assinou com Marley e ao contrato que teria firmado com a Island, em 1974.
Barrett, conhecido pelo apelido 'Family Man' (Homem de Família) tocou com os Wailers, a banda de apoio de Marley, de 1969 até 1981, quando o cantor de reggae morreu, aos 36 anos.
Ele afirma que o cantor havia prometido aos integrantes dos Wailers uma divisão de royalties em partes iguais, para discos de sucesso como Babylon by Bus, Natty Dread e Rastaman Vibration.
'Músicos de apoio'
Durante o julgamento, a viúva do cantor disse à Corte Suprema de Londres que Barret e seu irmão, o baterista Carly, eram vistos como "músicos de apoio". Mas ela reconheceu que a dupla de músicos conferiu um som único à banda.
O fundador da gravadora Island, Chris Blackwell, também minimizou o papel da dupla e disse que Barrett abriu mão de obter royalties em um acordo estabelecido em 1994.
A família de Marley saudou a decisão judicial e afirmou, em um comunicado, que foi duro ouvir Aston Barett reduzir o seu amigo Bob a alguém que estava mais interessado em jogar futebol do que em fazer música.
No comunicado, os familiares de Marley afirmaram ainda que agora querem "se concentrar em preservar o legado do cantor e apresentar a música dele às novas gerações".