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02 de março, 2006 - 13h27 GMT (10h27 Brasília)

Famílias israelenses querem filme palestino fora do Oscar

Famílias israelenses que perderam os filhos em atentados suicidas praticados por palestinos pediram aos organizadores do Oscar que desqualifiquem o filme Paradise Now ("Paraíso Agora", em tradução livre), indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

O filme mostra dois amigos que se apresentam como voluntários para se atuarem como homens-bomba em Tel Aviv.

Mais de 32 mil israelenses assinaram uma petição contra a indicação.

As assinaturas foram coletadas por parentes de adolescentes mortos em um atentado contra um ônibus na cidade de Haifa, no norte do país, há três anos, e que matou 17 pessoas.

Eles acreditam que o filme não mostra o sofrimento das vítimas e incentiva mais ataques.

Votação encerrada

A Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood se recusou a comentar a petição.

A votação entre seus integrantes para a escolha do vencedor foi encerrada na terça-feira.

A premiação acontece no domingo, em Los Angeles.

Paradise Now, dirigido por Hany Abu-Assad, já recebeu um Globo de Ouro na categoria de melhor filme estrangeiro.

Abu-Assad usou dois atores palestinos pouco conhecidos no filme.

O diretor disse que o prêmio foi um reconhecimento de que "os palestinos merecem liberdade e igualdade".

O filme também levou alguns grupos judaicos nos Estados Unidos a pedirem à Academia que não o apresente como "proveniente da Palestina", alegando que ela não existe formalmente como Estado, e que, portanto, o título usado deveria ser "Autoridade Palestina".

Paradise Now foi qualificado como "proveniente da Autoridade Palestina" quando as indicações para o Oscar foram anunciadas, no dia 31 de janeiro, mas o site da Academia o descreve como "vindo da Palestina".