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14 de fevereiro, 2006 - 11h28 GMT (09h28 Brasília)

Começa julgamento de ladrões de quadros de Munch

Começou nesta terça-feira em Oslo, na Noruega, o julgamento de seis acusados de participar no roubo do famoso quadro O Grito, de Edvard Munch.

Cinco pessoas foram acusadas pelo roubo, enquanto outra pessoa responderá judicialmente por receptação. Todos dizem ser inocentes.

O Grito – além de outra pintura, Madonna – foi levada por ladrões que invadiram o Museu Munch de Oslo em plena luz do dia em agosto de 2004.

De acordo com um porta-voz da polícia norueguesa, o julgamento deve durar cinco semanas.

Caso sejam condenados, aqueles que são acusados de roubo podem pegar penas de até 17 anos de prisão, enquanto o receptador pode ficar detido por seis anos.

Escuta telefônica

Apesar de investigações internacionais e oferta de recompensa, nenhum dos quadros foi recuperado até agora.

A promotoria deve sustentar sua acusação em provas obtidas por meio de escutas telefônicas. Um advogado da polícia diz não acreditar que o julgamento leve à recuperação dos quadros, que são avaliados em mais de 10 milhões de libras (cerca de R$ 37 milhões).

Durante o assalto, dois homens mascarados entraram no museu, diante dos turistas, arrancaram os quadros da parede e os levaram num carro, conduzido por um terceiro integrante da gangue.

Depois, trocaram de carro de fuga antes de desaparecerem.

Munch pintou várias versões de O Grito – apesar de um desses quadros ter sido roubado, outros continuam expostos no museu.