21 de setembro, 2005 - 19h48 GMT (16h48 Brasília)
Mais duas marcas famosas de roupas anunciaram nesta quarta-feira que não vão mais empregar a top model britânica Kate Moss, depois de um tablóide britânico ter publicado fotos em que ela aparece com um pó branco que seria cocaína.
A grife francesa Chanel disse que não iria renovar o contrato que tem com Moss, que expira no mês que vem, e a britânica Burberry cancelou uma campanha em que utilizaria a modelo, seguindo decisão adotada na terça-feira pela cadeia de lojas de roupas H&M.
Em nota, a Burberry disse que a empresa e Moss concordaram que "seria impróprio ir adiante". "Kate sempre foi uma modelo fantástica e altamente profissional para a Burberry," afirmou a nota.
A H&M disse que continuar a usar Moss em seus anúncios seria “inconsistente com o claro não envolvimento da H&M com as drogas”.
Investigação
O comissário da polícia de Londres, Ian Blair, que é o principal chefe da polícia na Grã-Bretanha, apoiou uma decisão de investigar as alegações de uso de cocaína pela modelo.
Segundo ele, o possível impacto do comportamento da modelo em "jovens impressionáveis" levou à decisão de abrir um inquérito, nesta quarta-feira.
A investigação foi ordenada depois que fotos supostamente mostrando Moss tomando drogas foram publicadas em um jornal britânico.
Não está claro ainda se a polícia interrogará Moss, de 31 anos, que se recusou a comentar as acusações.
A gigante dos cosméticos Coty disse que manteria um contrato com Moss para sua marca Rimmel. A modelo também tem contrato com a Dior.
Em 1998, Kate Moss havia passado um período internada numa clínica após admitir que estava sofrendo as conseqüências de um estilo de vida regado a festas, álcool e drogas.
Kate Moss tem uma filha, Lila Grace, com seu ex-namorado Jefferson Hack.