07 de junho, 2005 - 00h48 GMT (21h48 Brasília)
O júri popular no julgamento do cantor Michael Jackson, que acontece na cidade de Santa Maria, na Califórnia, encerrou o primeiro dia inteiro de deliberações sem um veredicto.
O júri precisa decidir se o astro pop é culpado ou inocente de dez acusações, incluindo supostos abusos sexuais contra um rapaz de 13 anos, dois anos atrás.
Outras acusações incluem dar bebida alcoólica para menor de idade e conspiração para seqüestrar a família do menino.
Jackson, que passou seis horas em um hospital no domingo, tratando um problema crônico nas costas, aguarda o veredito em seu rancho na Califórnia.
Noite boa
Ele nega todas as dez acusações. Se condenado, o cantor pode receber uma setença de até 20 anos de prisão.
O júri, formado por oito mulheres e quatro homens, deve discutir o caso durante cerca de seis horas por dia até que chegue a um veredito ou anuncie um impasse - o que pode ocorrer a qualquer momento.
A porta-voz de Jackson disse que, depois de deixar o hospital, o cantor retornou para sua casa e passou "uma noite muito boa" com suas irmãs.
Na sexta-feira, o júri fez deliberações durante duas horas, depois de o advogado de defesa e a promotoria terem feito suas considerações finais.
Acredita-se que os jurados só cheguem a um veredito na próxima semana.
Nas suas considerações finais, o advogado de Michael Jackson, Thomas Meserau, disse que as alegações de Garvin Arvizo eram fruto da intenção de uma família em capitalizar com a fama e a fortuna de seu cliente.
"Por que eles abriram esse caso contra Michael Jackson? Porque ele é uma megacelebridade, e eles esperam poder ganhar com isso", afirmou Mesereau.
Já a promotoria apresentou o cantor como um pedófilo que deveria ser punido por abusar de garotos.
O promotor Ron Zonen disse que "algo terrivelmente ilegal" aconteceu no rancho de Michael Jackson depois que a família Arvizo se mudou para lá em 2003.