25 de maio, 2005 - 08h58 GMT (05h58 Brasília)
O humorista e apresentador de talk show americano Jay Leno disse em seu testemunho durante o julgamento de Michael Jackson, na terça-feira, que desconfiou do acusador do cantor.
O apresentador do Tonight Show contou que costuma fazer entre 15 e 20 telefonemas por semana para crianças doentes e que há dois anos começou a receber telefonemas de Gavin Arvizo, que sofre de câncer.
Arvizo, atualmente com 15 anos, e sua família vem acusando Jackson de ter molestado o jovem há dois anos, após ter lhe servido bebidas alcoólicas.
Segundo Jay Leno, as mensagens do jovem soavam como se tivessem sido escritas. O apresentador contou que o menino disse ser seu fã, o que o fez reagir com estranheza.
"Pouco natural"
De acordo com Leno, pareceu pouco natural que um jovem soasse tão entusiasmado em relação a um humorista na faixa dos 50 anos de idade.
"Soa suspeito quando um jovem se torna exageradamente efusivo. Eu não sou o Batman. Pareceu pouco natural", disse o humorista.
Mas Leno, contrariando acusações dos advogados de defesa de Jackson, disse que a família de Arvizo nunca pediu dinheiro a ele.
Horas após ter testemunhado, Leno contou piadas em seu programa sobre sua participação no julgamento.
O humorista brincou dizendo ter testemunhado pouco após o chimpanzé de estimação de Jackson. "A cadeira onde sentam as testemunhas estava uma sujeira".
Leno também contou piadas sobre a semelhança entre Jackson e sua irmã, La Toya.
"Houve um momento constrangedor, quando eles me pediram para apontar o acusado e eu indiquei La Toya".