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24 de maio, 2005 - 18h40 GMT (15h40 Brasília)

Jay Leno diz que desconfiou de acusador de Jackson

O humorista e apresentador da TV americana Jay Leno disse no julgamento do cantor Michael Jackson que ficou desconfiado do garoto que teria sido vítima de Jackson quando falou com o jovem por telefone.

Leno, um dos mais conhecidos artistas de TV dos Estados Unidos, testemunhou em favor de Michael Jackson nesta terça-feira. O astro pop está sendo julgando na Califórnia.

O apresentador disse que o garoto Gavin Arvizo deixou mensagens em sua secretária eletrônica parecendo "bem ensaiado".

O apresentador, porém, disse que a família de Arvizo nunca pediu dinheiro a ele, nem o apresentador lhes enviou qualquer contribuição financeira - o que foi considerado um retrocesso para a defesa.

Deboche

Acredita-se que, em depoimento à polícia, o humorista também tenha dito que acreditava que Michael Jackson era culpado.

Jay Leno freqüentemente debocha do cantor em seu programa, quase sempre insinuando que ele seja culpado. Leno comenta o caso Jackson praticamente todas as noites e já chegou a se fantasiar como ele.

Michael Jackson nega as acusações, que – caso sejam confirmadas em tribunal – podem levar a uma pena de até 20 anos de cadeia.

Ele responde a acusações de ter abusado sexualmente de Gavin Arvizo há dois anos, quando o rapaz tinha 13 anos.

O cantor teria oferecido bebidas alcoólicas a Arvizo e teria tentado convencê-lo à revelia da família de defender Jackson publicamente.

Assistência social

Na segunda-feira, testemunhas de defesa de Jackson disseram durante o julgamento a mãe de Arvizo fraudou o sistema de assistência social dos Estados Unidos.

Uma funcionária pública disse que Janet Arvizo disse não ter fonte de renda, embora ela tivesse acabado de ganhar US$ 30 mil em um processo judicial, dez dias antes.

Uma outra testemunha, o contador Mike Radakovich, disse ainda que, ao mesmo tempo em que recebia benefícios sociais, Janet Arvizo ganhou milhares de dólares de Michael Jackson.

Segundo Radakovich, ela gastou US$ 7 mil em compras e restaurantes entre fevereiro e março de 2003, período em que diz que ela e a família foram mantidas contra a sua vontade na mansão de Jackson.