http://www.bbcbrasil.com

20 de maio, 2005 - 08h05 GMT (05h05 Brasília)

Juiz rejeita testemunho de Larry King no caso Jackson

O juiz que preside o julgamento do cantor Michael Jackson, Rodney Melville, rejeitou o testemunho do apresentador de TV Larry King.

Melville argumentou que o testemunho de King não era relevante para o caso.

Esperava-se que o apresentador do programa da CNN Larry King Live dissesse ao tribunal que um advogado da família do menino que acusa Jackson de abuso sexual havia expressado dúvidas sobre a credibilidade dos seus clientes.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), o juiz tomou a decisão depois de ouvir o relato de King sobre a conversa que teve com um advogado que representou a família, Larry Feldman.

'Esquisita'

Nesse relato, que não foi presenciado pelo júri, King afirmou que o advogado teria dito que a mãe de Gavin Arvizo estava sem dinheiro.

O apresentador disse que procurou Feldman antes do julgamento porque queria que ele fosse ao seu programa de entrevistas.

Segundo King, Feldman lhe disse que não aceitou o caso de Janet Arvizo porque não confiou nela.

"Ele a chamou de esquisita e disse que ela só está interessada no dinheiro", afirmou King nesse depoimento.

De acordo com a AP, o advogado Feldman já depôs como testemunha de acusação e negou ter dito isso sobre a família Arvizo.

Larry King tem abordado o caso Michael Jackson regularmente em seu programa.

Na quarta-feira, um primo do cantor, de 12 anos, afirmou que viu Gavin Arvizo assistindo a imagens pornográficas e tocando suas partes íntimas, no rancho de Neverland.

Correspondentes da BBC nos Estados Unidos dizem que o testemunho do garoto foi uma tentativa de mostrar que Gavin já tinha consciência de sua sexualidade na época em que o suposto abuso teria ocorrido.