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05 de maio, 2005 - 04h54 GMT (01h54 Brasília)

Acusação encerra argumentos contra Michael Jackson

Os advogados da acusação no julgamento do cantor Michael Jackson encerraram nesta quarta-feira os seus argumentos.

O cantor está sendo julgado por dez acusações, a mais grave delas sendo o suposto abuso sexual de Gavin Arvizo em 2003, quando ele tinha 13 anos. Na época, Arvizo estava hospedado na mansão de Jackson na Califórnia, chamada de Neverland.

A última testemunha a ser chamada pela acusação foi um ex-funcionário de Jackson, que descreveu o suposto pânico do cantor e seus assessores diante da exibição de um documentário britânico em que o artista aparece ao lado do menino que hoje o acusa de abuso sexual e admite dividir sua cama com crianças.

Rudy Provencio disse no tribunal que ouviu Jackson dizendo que o programa arruinaria a sua carreira.

A correspondente da BBC Daniela Relph, que acompanha o julgamento, disse, no entanto, que o testemunho de Provencio não forneceu base para as alegações da acusação de que o cantor teria planejado manter Gavin Arvizo e a sua família presos em Neverland para que não tivessem contato com a imprensa.

Defesa

Os advogados de Jackson deverão agora começar a apresentar os seus argumentos e testemunhas buscando provar que Jackson é inocente.

Eles já apresentaram uma moção ao juiz Rodney Melville pedindo que as acusações sejam retiradas, alegando que os advogados da família Arvizo não foram capazes de prová-las.

A intenção é que Melville declare o julgamento inválido ou pelo menos retire uma das dez acusações. Se a estratégia falhar, os advogados de Jackson devem começar a tentar desarticular a tese da acusação de que o cantor tem um padrão de comportamento de abusar sexualmente de meninos.

Eles devem chamar outras crianças que fizeram acusações contra Jackson e amigos do cantor, como o ator Macauley Culkin – que deve dizer que, nos seus anos de convivência com o cantor quando ele era mais novo, Jackson nunca teria lhe tocado.