28 de março, 2005 - 15h53 GMT (12h53 Brasília)
Ícone dos anos 80, a banda The Smiths vai virar tema de uma conferência acadêmica em Manchester, a cidade britânica onde nasceram os seus integrantes.
A banda, liderada pelo cantor Morrissey, será analisada por pesquisadores do mundo inteiro durante dois dias, na próxima semana.
O simpósio tem como objetivo avaliar o impacto musical, cultural, social e político de The Smiths.
Eles são considerados uma das bandas mais influentes da década de 80.
Estética
Os acadêmicos vão refletir sobre a influência das letras de Morrissey sobre gênero e sexualidade, raça e nacionalidade, e noção de classe.
Nos dias 8 e 9 de abril, na Universidade Metropolitana de Manchester, acadêmicos vão discutir também a estética, a cultura de fãs e inovação musical da banda.
Justin O'Connor, especialista em música e na cena cultural de Manchester, disse que a banda teve um "impacto singular" na cultura popular.
Segundo ele, apesar do enorme significado cultural, a banda ainda não recebeu atenção acadêmica contínua.
"Essa conferência tem por objetivo consertar isso", disse O'Connor.
A banda construiu sua música com as letras cheias de angústia de Morrissey e as composições complexas do guitarrista Johnny Marr.
Entre 1984 e 987, os dois sonseguiram elogios da crítica e sucesso comercial, especialmente com o álbum de 1986 The Queen is Dead.
No entanto, as já conhecidas fragilidades do rock and roll – diferenças artísticas, mudanças na apresentação da banda, acidentes de carro, problemas de drogas e disputas legais – provocaram um rompimento definitivo da banda em agosto de 1987.