15 de março, 2005 - 21h34 GMT (18h34 Brasília)
O adolescente que acusa Michael Jackson de abuso sexual, Gavin Arvizo, disse nesta terça-feira, último dia de seu depoimento no julgamento do astro pop, que contou a um professor que não foi molestado pelo cantor para que não fosse alvo de piadas de seus colegas na escola.
Arvizo, de 15 anos, havia admitido na segunda-feira, ao ser interrogado pelo advogado de Jackson, que negou o abuso quando indagado por um professor, Jeffrey Alpert, em 2003.
Na semana passada, o adolescente relatou em um tribunal em Santa Maria, no Estado americano da Califórnia, como ocorreu o suposto abuso. Jackson nega todas as acusações.
Ao ser indagado pelo promotor Tom Sneddon sobre sua afirmação ao ex-professor, Arvizo disse que, ao voltar de sua última estada no rancho do cantor, Neverland, seus colegas de escola já estavam caçoando dele, dizendo que ele era o garoto que havia sido "estuprado" por Michael Jackson.
Disciplina
O adolescente disse que se viu envolvido em várias brigas e, por causa disso, foi chamado à sala de Alpert.
"Eu disse ao Sr. Alpert que ele (Michael Jackson) não tinha feito nada para mim", afirmou Arvizo.
O advogado de Jackson, Thomas Mesereau, destacou os vários problemas de disciplina que o adolescente tinha tido na escola onde Alpert era diretor.
Mersereau também tentou sugerir que Gavin foi motivado por vingança depois que se sentiu abandonado pelo cantor - um homem que viu como um pai e a quem chamou de "papai Michael", disseram correspondentes da BBC na Califórnia.
Na quinta-feira passada, Gavin Arvizo disse que consumiu bebida alcoólica com Jackson no rancho de Neverland em 2003.
Ele afirmou ainda que estava na cama com o cantor que, depois de fazer várias perguntas sobre sexo para o garoto, colocou sua mão embaixo da calça do seu pijama e tocou em sua genitália.