30 de novembro, 2004 - 12h19 GMT (10h19 Brasília)
Um juiz negou recurso dos advogados de Michael Jackson, que queriam obrigar a criança que o acusa de abuso sexual a passar por exames psiquiátricos.
Os advogados dizem que precisam fazer suas próprias avaliações mentais da criança e de sua família antes do julgamento do caso em que Jackson é acusado de abuso sexual, em janeiro.
O juiz do Tribunal Superior de Santa Barbara, Rodney Melville, porém, negou o recurso em audiência na segunda-feira.
O cantor de 46 anos se diz inocente das dez acusações de abuso.
Históricos
Os advogados de Jackson disseram que precisavam examinar a criança que acusa o cantor, seu irmão e sua mãe, com o objetivo de contrapor um parecer anterior do psiquiatra que os entrevistou antes da apresentação das acusações.
O juiz, porém, disse que não ouviria os argumentos em relação à questão.
Os advogados do cantor também pediram para ver os históricos médicos, psiquiátricos, militares, bancários e empregatícios de membros da família da criança.
Os promotores dizem que algumas dessas informações são sigilosas e deveriam ser avaliadas pelo tribunal antes de sua divulgação.
"Você simplesmente não tem direito de ver o histórico ginecológico da irmã da vítima", disse o procurador Ron Zonen, alegando que isso equivaleria à intimidação.
Direito
O juiz Melville disse que os advogados de defesa de Michael Jackson poderiam ver os registros, mas determinou que eles comunicasse o fato à pessoa cujos históricos fossem examinados.
A pessoa teria, então, cinco dias para contestar a intimação.
"Quero proteger o direito do Sr. Jackson a preparar sua defesa, mas também acho que temos que proteger as pessoas cujos históricos estão sendo requeridos", disse o juiz.
O julgamento de Michael Jackson deve começar dia 31 de janeiro.