15 de outubro, 2004 - 09h07 GMT (06h07 Brasília)
O juiz do caso de Michael Jackson rejeitou uma tentativa do cantor de ver retiradas pelo tribunal as acusações contra ele.
O juiz Rodney Melville decidiu que há provas suficientes para justificar as acusações.
Melville também rejeitou um pedido dos advogados de defesa para excluir evidências obtidas no rancho de Jackson, Neverland, e no escritório de um investigador.
Jackson, de 46 anos, disse que não é culpado das dez acusações relacionadas a abuso sexual de menores. Ele deverá ser julgado em janeiro.
Ausência
O cantor não compareceu à mais recente de uma série de audiências pré-julgamento em Santa Maria, no Estado americano da Califórnia, na quinta-feira.
"Só o testemunho (da suposta vítima), se o júri acreditar nele, vai dar todas as evidências necessárias para sustentar o indiciamento", disse o magistrado.
Jackson alegou que os procedimentos secretos do júri tinham falhas, que o promotor Thomas Sneddon "intimidou" testemunhas e que há não há razões suficientes para se suspeitar de crime.
O juiz adiou para a próxima audiência, no dia 4 de novembro, um pedido da defesa de ter o promotor-chefe de Santa Barbara, Tom Sneddon, retirado do caso.
Os advogados de Jackson alegam que Sneddon tem uma "vendeta" contra o artista que data de um inquérito para apurar abusos em 1993, que não resultou em acusações formais.