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04 de outubro, 2004 - 02h41 GMT (23h41 Brasília)

Assassino de Lennon quer liberdade condicional

Mark Chapman, o homem que matou John Lennon, terá seu pedido de liberdade condicional avaliado na próxima semana.

Chapman, de 49 anos, atirou em Lennon na frente do apartamento do ex-Beatle, em Nova York, em 1980. Ele foi condenado à prisão perpétua.

Esse será o terceiro pedido de liberdade condicional apresentado por Chapman. Todos seus pedidos anteriores foram negados.

Yoko Ono, a viúva de Lennon está entre os que se opõem à libertação de Chapman.

Riscos

Yoko, que estava com Lennon quando ele foi assassinado, alega que Chapman continua sendo uma ameaça à segurança dela e dos dois filhos do ex-Beatle, Sean e Julian.

Em carta ao comitê que examina pedidos de liberdade condicional, ela diz que a libertação de Chapman "traria de volta novamente o pesadelo, o caos e a confusão".

Durante toda sua permanência na prisão, Chapman tem sido mantido em uma cela isolada na prisão de segurança máxima de Attica, no Estado de Nova York.

Uma porta-voz da Divisão de Liberdade Condicional do Estado de Nova York confirmou que o pedido de Chapman está entre os que serão avaliados na terça e na quarta-feira.

No primeiro pedido de liberdade condicional de Chapman, em 2000, a viúva de Lennon disse ao painel de avaliação que não se sentiria segura se ele fosse libertado.

Há dois anos, quando avaliou o segundo pedido de liberdade condicional de Chapman, o comitê registrou o seu comportamento "muito positivo".

No entanto, o painel também disse que o progresso dele em um ambiente controlado e estruturado "não poderia prever o comportamento na comunidade", se ele fosse solto.

Chapman teve seu pedido de liberdade condicional negado com base no fato de que isso diminuiria a gravidade do seu crime.