24 de agosto, 2004 - 10h00 GMT (07h00 Brasília)
O juiz responsável pelo processo em que o astro pop Michael Jackson é acusado por abuso sexual de menores vai desconsiderar mais de 70 peças recolhidas como prova pela polícia dentro da propriedade do artista.
A decisão preliminar foi anunciada pelo juiz Rodney Melville numa audiência pré-julgamento na Califórnia.
Os advogados de Jackson argumentaram que a polícia realizou buscas em partes do rancho conhecido como Neverland (Terra do Nunca) para as quais não tinham um mandado judicial.
Os agentes confiscaram câmeras, computadores, documentos e fitas de vídeo e de áudio na casa de Jackson em novembro de 2003.
Inocente
Michael Jackson, de 45 anos, afirma ser inocente no caso. O julgamento está previsto para começar em 30 de janeiro.
O juiz Melville disse que, das 120 provas que a defesa pedia que fossem descartadas, ele está disposto a proibir o uso no julgamento de mais de 70 delas.
Ele afirmou que vai permitir que o júri tenha acesso garantido a apenas 34 provas, a menos que os promotores ou advogados de defesa o convençam do contrário.
O conteúdo das provas reunidas pela polícia ainda não foi divulgado ao público.
Michael Jackson responde ao processo em liberdade, depois de ter pagado US$ 3 millhões de fiança (quase R$ 9 milhões).