18 de agosto, 2004 - 09h45 GMT (06h45 Brasília)
O astro da música pop Michael Jackson sofreu um revés na Justiça. Seus advogados não conseguiram excluir de seu julgamento provas recolhidas durante uma batida policial em sua fazenda.
O artista é acusado num tribunal em Santa Bárbara de abuso sexual de menores.
Seus advogados tentaram argumentar que as provas haviam sido recolhidas de forma ilegal e que, portanto, deveriam ser desconsideradas.
Mas o juiz Rodney Melville determinou que a polícia "tinha provavelmente motivos" para acreditar que Jackson havia cometido um crime quando resolveu invadir a propriedade, conhecida como Neverland (Terra do Nunca), no ano passado.
'Inocente'
Michael Jackson afirma ser inocente no caso. O julgamento está previsto para começar em 30 de janeiro.
Embora tenha rejeitado o pedido da equipe de defesa de invalidar todas as provas, Melville disse que os advogados de Jackson ainda poderão pedir que sejam desconsideradas separadamente itens confiscados pela polícia.
O juiz deu um prazo até esta quinta-feira para que eles apresentem uma lista de objetos recolhidos em novembro que gostariam de ver invalidados como evidência contra o cantor.
O conteúdo das provas reunidas pela polícia ainda não foi divulgado ao público.
Jackson compareceu a uma audiência voluntariamente esta semana em Santa Bárbara.
Um grupo de mais de 200 fãs aguardava Jackson quando ele chegou ao tribunal.
O cantor chegou ao local em um ônibus de dois andares 35 minutos antes do início da audiência acompanhado de vários membros de sua família: os pais, as irmãs LaToya e Janet e os irmãos Jermaine e Tito.
Desde que o processo foi aberto, o astro esteve duas vezes no mesmo tribunal, causando furor, com uma multidão de fãs e jornalistas esperando por ele.
Michael Jackson responde ao processo em liberdade, depois de ter pagado US$ 3 millhões de fiança (cerca de R$ 9 milhões).