28 de junho, 2004 - 10h21 GMT (07h21 Brasília)
O filme Fahrenheit 11 de Setembro, de Michael Moore, se tornou o primeiro documentário a liderar as arrecadações de bilheteria nos Estados Unidos no fim de semana de estréia.
O filme ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes, que critica duramente o governo de George W. Bush pela guerra no Iraque, arrecadou US$ 21,8 milhões (cerca de R$ 67,8 milhões) nos três primeiros dias de exibição.
Segundo analistas, o filme se beneficiou das controvérsias geradas nos Estados Unidos, onde grupos de direita pediam boicote ao filme e grupos liberais promoviam o documentário.
O filme deve estrear no mês de julho no Brasil.
Distribuição
A distribuidora Disney abandonou o contrato que tinha com a Miramax "por motivos políticos", e o filme teve de ser distribuído por uma terceira empresa.
"Sempre ajuda quando um grupo pede para as pessoas não irem assistir a um filme porque ele é ruim", disse Jonathan Sehring, presidente da IFC, empresa envolvida no lançamento do filme.
Paul Dergarabedian, presidente da companhia que faz as estatísticas de bilheterias nos Estados Unidos, comparou o furor gerado em torno de Fahrenheit 11 de Setembro aos comentários sobre o filme Paixão de Cristo, de Mel Gibson.
"O filme de Moore provavelmente vai bater todos os recordes conseguidos por documentários nas bilheterias americanas", disse ele.
O recorde anterior de um documentário nos Estados Unidos é atribuído a outro filme de Moore, Tiros em Columbine.
Fahrenheit 11 de Setembro obteve elogios de boa parte da mídia americana, mas está sendo atacado por simpatizantes do presidente George W. Bush.