Poetas morrem mais cedo do que outros escritores, como novelistas e roteiristas, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos.
Isso pode se dever ao fato de que poetas são torturados ou auto-destrutivos, ou adquirem uma má-reputação ainda jovens, diz James Kaufman, da Universidade do Estado da Califórnia.
Kaufman estudou 1.987 escritores mortos de todo o mundo que viveram nos últimos séculos e descobriu que os poetas “morrem significativamente mais jovens”.
Na média, a expectative de vida de um poeta é de 62 anos, contra a dos roteiristas, que é de 63 anos, a de novelistas 66, e a dos escritores de obras não-ficcionais, 68 anos.
Poesia não mata
Kaufman também estudou a relação entre doenças mentais e poetas.
“Poetisas são muito mais propensas a sofrerem doenças mentais do que qualquer outra categoria de escritores. Elas também são mais propensas a doenças mentais do que outras mulheres famosas”, disse ele.
“Batizei a descoberta de efeito Sylvia Plath”, afirmou Kaufman.
Ele disse também que “o volume de material que eles criam antes dos 30 anos de idade é o dobro do que fazem os novelistas”.
Como resultado “se um novelista, que não publicou um livro, morrer, poucos notariam”.
“Um grande novelista ou escritor de obras não-ficcionais que morra aos 28 anos pode ainda não ter produzido sua melhor obra”, diz Kaufman.
Já os poetas normalmente produzem muito até essa idade.
Ele diz, no entanto, que a poesia não é uma atividade letal.
“O fato de que (alguém como ) Sylvia Plath morreu jovem, não significa necessariamente que as aulas de introdução à poesia devam incluir o aviso de que poesia pode ser prejudicial à saúde.”