O juiz no caso de pedofilia envolvendo Michael Jackson proibiu o acesso a uma gravação sonora que conteria entrevistas com o menino que faz acusações ao cantor pop.
O juiz Rodney Melville disse que quer manter a gravação sob sigilo pois ela pode identificar áreas da estratégia da defesa no caso.
Mas ele permitiu que promotores assistissem a fitas de vídeo relativas ao caso que ele considerou "inócuas".
Jackson, que enfrenta acusações de haver molestado uma criança sexualmente, pagou fiança e aguarda julgamento em liberdade condicional.
O juiz Melville disse que a gravação é uma entrevista realizada em nome do advogado de defesa de Jackson, Mark Geragos.
Estratégia
O juiz disse que a promotoria não deve ter acesso a áreas do trabalho da defesa e acrescentou que "as pessoas entrevistadas também estão disponíveis para os promotores".
A gravação de áudio e a fita de vídeo foram retiradas do escritório do investigador Bradley Miller depois que a promotoria expediu um mandado de busca.
O juiz Melville disse que o vídeo não traz revelações sobre a estratégia da defesa, antes de entregá-la para a polícia.
Jackson foi preso em seu rancho Neverland no dia 18 de novembro e indiciado.
Ele pagou uma fiança de US$ 3 milhões, e disse que as alegações são "uma grande mentira".