Os palcos do West End londrino, a teatrolândia da capital, têm funcionado como um ímã para estrelas de Hollywood em busca de aval para seu talento.
Nos últimos tempos, passaram por aqui desde Kathleen Turner a Nicole Kidman, de Madonna a Gwyneth Paltrow, de Kyle McLaghlan a Matt Damon e Macaulay Culkin.
A lista é longa. Muitos deles topam trabalhar por cachês simbólicos, em troca do prestígio.
Isso porque, na Grã-Bretanha, as artes dramáticas são levadas a sério.
É um programão
Segundo dados oficiais, os teatros britânicos atraem um público de cerca de 10 milhões de pessoas, anualmente, a grande maioria em Londres (a capital tem 100 teatros).
Para os visitantes, a dificuldade com o idioma não deve ser um obstáculo porque o que não falta é musical (para muito crítico, uma praga disseminada por Andrew Lloyd-Webber).
Os teatros são lindos, há peças de autores geniais, os musicais têm produção espetacular, o circuito alternativo (o fringe) revela dramaturgos e atores de talento e há sempre em cartaz um punhado de grandes estrelas -- como Dame Judi Dench, Maggie Smith, Vanessa Redgrave, Ralph Fiennes, Kenneth Branagh e John Hurt, só para citar alguns.
Sem falar que os preços dos ingressos não chegam a criar um rombo no bolso – há de tudo para todo tipo de orçamento.
Um lugar nobre numa produção concorrida custa em torno de 30 libras, mas há sempre um número de lugares a preço mais popular.
É possível ver seu artista preferido por razoáveis 10 libras (desde que o espectador se programe com antecedência).
Não é de hoje...
O hábito de ir ao teatro é cultivado pelos londrinos desde a era elizabetana.
A primeira casa de espetáculos, singelamente batizada de The Theatre, foi construída em 1576, no bairro de Shoreditch, na zona leste.
Vinte e dois anos depois, era inaugurado o famoso Globe Theatre, onde William Shakespeare encenava suas peças.
É uma longa história.