Ao cruzar o Tâmisa, a Millennium Bridge dá um salto na História, ligando o novo museu de arte moderna à catedral de São Paulo.
A ponte é a primeira travessia sobre o rio construída no século 20 e a primeira da capital exclusivamente para pedestres.
Ela foi oficialmente inaugurada pela rainha Elizabeth II e abriu para o público com um foguetório assinado pelo pirotécnico francês Christophe Bertonneau, o mesmo que realizou o show da Torre Eiffel na noite do réveillon do milênio.
Mas o projeto, idealizado para comemorar o novo século e alardeado como uma das grandes investidas modernizadoras do governo de Tony Blair, foi marcado por tropeços e fracassos.
Balança mas não cai
A inauguração, que deveria ter coincidido com a abertura da Tate Modern, atrasou.
Quando, finalmente foi aberta, o fluxo de pedestres expôs um defeito estrutural que forçou seu fechamento três dias depois da abertura.
A ponte balançava perigosamente, com o movimento das pessoas. Os reparos de emergência levaram mais de um ano.
O projeto da Ponte do Milênio -- uma estrutura de aço com 350 metros de comprimento e 4 de largura que custou mais de 20 milhões de libras -- é uma parceria do escritório do arquiteto Norman Foster, do grupo de engenharia Ove Arup e do escultor Sir Anthony Caro.
Segundo um dos engenheiros, a intenção é "dar a sensação de se estar cruzando um tapete voador, o mais fino possível".
À noite, a iluminação da Millennium Bridge cria a impressão de uma lâmina de luz cortando o rio.