A ponte que liga a estação de trem de Waterloo à estação de Charing Cross, na região central de Londres, é um dos marcos mais recentes e um dos grandes responsáveis pela transformação por que vem passando a cidade.
Seus leques de cabos de aço que convergem para grandes mastros de suspensão ganham contornos dramáticos quando iluminados, à noite.
E oferecem ao passante uma vista incomparável do Palácio de Westminster.
A nova Hungerford Bridge, na verdade, é mais que uma ponte. São duas travessias de pedestres ladeando graciosamente uma ponte ferroviária feíssima.
Corredor cachoalhante
Junto com a roda-gigante London Eye, ela forma um grupo arquitetônico singular.
O projeto dos arquitetos Alex Lifschutz e Ian Davidson custou 40 milhões de libras e mudou a dinâmica nesta parte da cidade.
A antiga Hungerford Bridge só dava passagem a pedestres de um lado da ponte.
Era estreita, congestionada e chegava a dar medo, principalmente se um trem passasse enquanto você estivesse atravessando.
O barulho era ensurdecedor e a ponte, do século 19, cachoalhava inteira.
Agora, o pedestre tem a seu dispor uma estrutura sólida, esteticamente inspirada e inspiradora, ampla e que facilita a vida do cidadão e dos turistas.
De um lado, ligando o London Eye à margem que leva à praça de Trafalgar.
De outro, fazendo uma ligação direta até o centro cultural do South Bank.
Atrasou mas saiu
O projeto “versão século 21” custou a sair do papel. Assim mesmo, só foi em frente depois de uma injeção de verbas de emergência do prefeito Ken Livingstone.
A idéia era que a ponte fosse inaugurada na virada do milênio, mas o atraso foi de mais de dois anos.
Quando finalmente foi completada, no segundo semestre de 2002, o sucesso foi instantâneo.
A expectativa é que sete milhões de pessoas, por ano, façam uso da travessia.