Cubanos vindos de todas as partes do país prestaram as últimas homenagens a Compay Segundo.
As pessoas fizeram fila para passar em frente ao caixão do músico durante seu funeral em Havana. O caixão estava coberto com a bandeira cubana e em cima estava o chapéu branco, uma marca registrada do músico.
Segundo, que estrelou o documentário dirigido pelo alemão Win Wenders, Buena Vista Social Club, morreu na segunda-feira aos 95 anos.
Em seguida, o corpo do músico foi levado para sua cidade natal, Santiago de Cuba, a 900 quilômetros de Havana, onde ele foi sepultado.
Infecção
Compay Segundo sofria de uma grave infecção nos rins, o que o levou a cancelar uma série de apresentações européias que tinha marcado para este semestre.
Segundo tocava o clarinete e um instrumento de cordas cubano chamado tres.
O artista ganhou projeção mundial em 1999, com o documentário Buena Vista Social Club, de Wim Wenders, que enfocava a música feita por veteranos artistas cubanos.
Com o sucesso do longa, muitos dos artistas mostrados no filme passaram a fazer apresentações regulares no exterior, entre eles o cantor Ibrahim Ferrer, o pianista Rubén González e a cantora Omara Portuondo.
A trilha sonora de Buena Vista Social Club vendeu mais de 4 milhões de cópias em todo o mundo.
A televisão cubana mostrou imagens de arquivo de Compay Segundo e a imprensa nacional creditou a ele o renascimento da tradicional música afro-cubana chamada son.
"A morte de Compay Segundo criou uma lacuna que não poderá ser preenchida", afirmou a agência de notícias oficial de Cuba, Prensa Latina.