08 de março, 2007 - 20h44 GMT (17h44 Brasília)
O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta quinta-feira que os próximos dias poderão significar um "momento de definição para a União Européia".
Barroso disse que a credibilidade da União Européia depende da habilidade do bloco de agir em sintonia com o discurso dos europeus de combate aos efeitos negativos das mudanças climáticas causadas pelo homem.
Os líderes do bloco deram início nesta quinta-feira a uma reunião em Bruxelas em que esperam firmar o compromisso de cortar 20% das emissões de gases poluentes até 2020, em comparação com os níveis de emissão registrados na década de 1990.
Entre os pontos polêmicos da discussão está como a meta será dividida e como o bloco planeja aumentar a competitividade no mercado de energia.
Mais cortes
"Somos confiáveis ou não? Estamos falando de mudanças climáticas. Agora, temos uma oportunidade de tomar decisões que são realmente importantes, não apenas para a Europa, mas para o resto do mundo", disse Barroso na abertura da reunião em Bruxelas.
"Apenas se tomarmos a iniciativa seremos capazes de mobilizar o resto do mundo depois. Não é apenas a Europa, nós precisamos que Estados Unidos, China, Índia e outros venham conosco."
Os líderes da União Européia estariam dispostos a chegar a um acordo para cortar até 30% das emissões de gases de efeito estufa até 2020 se outros países desenvolvidos e nações emergentes, principalmente Estados Unidos, Índia e China, se juntassem ao plano.
No entanto, países mais pobres do leste europeu, que dependem da indústria pesada e do consumo de carvão, afirmam que terão dificuldades para investir em energia eólica e solar para conseguir chegar a estes índices.
A França, que depende de energia nuclear, se opõe à proposta da Comissão Européia de que 20% do consumo de energia do bloco devem vir de fontes renováveis até 2020.
A chanceler alemã, Angela Merkel, que preside as negociações, afirma que espera "negociações difíceis" durante os dois dias de reunião.