14 de dezembro, 2006 - 11h58 GMT (09h58 Brasília)
O Banco Mundial anunciou nesta quarta-feira que vai emprestar US$ 180 milhões em verbas para ajudar países africanos - principalmente a Nigéria - no combate à malária.
O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, disse que a verba - que dobra a verba anterior do banco para o combate à doença - precisa ser bem coordenada monitorada para assegurar sua eficácia.
A doença é a principal causa de doenças e mortes no país, de acordo com o ministro da Saúde nigeriano, Eytayo Lambo, disse que.
O anúncio ocorreu um dia antes de uma reunião na Casa Branca que vai discutir a luta global contra a doença.
Erradicação
A reunião desta quinta-feira - cujo anfitrião será o presidente americano George W. Bush - é uma tentativa de estimular as iniciativas para erradicar a doença.
Líderes políticos e empresariais vão discutir com especialistas uma série de iniciativas como o fornecimento de milhões de redes contra mosquitos especialmente projetadas para africanos por meio de uma organização chamada Malaria No More (Malária Nunca Mais, em tradução livre).
O presidente executivo da organização, John Bridgeland, afirma que a comunidade internacional chegou a um ponto de mudança.
"A última geração erradicou a varíola e, em grande parte, acabou com a pólio no mundo. Sei que em nossa geração a malária será a doença que vamos erradicar deste planeta", disse.
A atual reunião visa avançar na mobilização dos recursos de caridade do público americano para doar dinheiro em uma escala ainda maior, afirma o correspondente da BBC em Washington James Westhead.
Outras campanhas contra a doença já falharam no passado.
Mas desta vez grandes empresários vão participar, incluindo o bilionário e filantropista Bill Gates.
Esta participação, combinada com avanços científicos - como o progresso na pesquisa de uma vacina contra a doença - significam a melhor esperança para derrotar uma das doenças que mais matam no mundo, segundo Westhead.
A malária é uma doença evitável, mas ainda mata mais de um milhão de pessoas por ano, a maioria crianças africanas.