31 de outubro, 2006 - 17h46 GMT (14h46 Brasília)
O chefe da agência espacial americana, a Nasa, Mike Griffin, afirmou que astronautas serão enviados para fazer reparos no telescópio Hubble.
O telescópio tem impressionado os astrônomos e o publico com suas imagens incríveis do cosmos, mas, se não passar por reparos, começará a falhar.
Griffin disse aos funcionários da Nasa que, com as recentes modificações no sistema de lançamento de naves, ele se sente seguro para enviar uma equipe para trabalhar no Hubble.
A missão, que recebeu o nome de STS-125, deve ser lançada em 2008.
As baterias e giroscópio, que são usadas para apontar o telescópio para um local determinado, estão se deteriorando e serão substituídas.
A equipe do ônibus espacial também vai instalar dois novos instrumentos: a Câmera de Campo Largo 3 (WFC 3, na sigla em inglês), e o Espectrógrafo de Origens Cósmicas (COS, na sigla em inglês). Os novos instrumentos vão melhorar de forma significativa a habilidade do Hubble, de ver objetivos distantes e apagados no Universo.
Segurança
A missão de reparos no Hubble vai estender a vida do telescópio orbital até, pelo menos, 2013. Nesta época a Nasa deverá lançar o sucessor do Hubble, o telescópio James Webb.
A decisão de Griffin é contrária à de seu predecessor, Sean O'Keefe, que cancelou a visita planejada logo depois do desastre com o ônibus espacial Columbia, em 2003.
O'Keefe implantou uma política de segurança para as equipes de missões subseqüentes, o que significou que se fossem detectados defeitos semelhantes aos do Columbia, eles deveriam ficar na Estação Espacial Internacional e esperar por resgate.
A missão para reparos no Hubble foi cancelada devido a esta política de segurança, pois os ônibus espaciais não levam mais combustível suficiente para se mover entre as órbitas do telescópio e da estação.
Recorde
A decisão de Griffin vai exigir que a Nasa prepare uma estratégia alternativa de resgate se a STS-125 descobrir que sofreu danos no percurso entre órbitas.
Outra missão deverá se mover rapidamente para tentar um resgate nave a nave dos tripulantes.
A notícia foi recebida com satisfação por astrônomos do mundo todo. A missão, que deve custar bilhões de dólares, significa uma grande contribuição para o entendimento da origem e da evolução do Universo.
O Hubble conseguiu as visões mais profundas do cosmos, encontrando objetos de grande interesse para o estudo de outros observatórios.
Seus estudos a respeito da expansão do Universo no início de sua missão refinou de forma dramática as melhores estimativas para a idade do cosmos. As imagens captadas pelo Hubble também produziram provas definitivas da existência de buracos negros e confirmaram as teorias de formação planetária.