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19 de julho, 2006 - 00h21 GMT (21h21 Brasília)

Senado dos EUA aprova lei das células-tronco

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira um projeto de lei para ampliar pesquisa com células-tronco embrionárias, apesar de o presidente americano George W. Bush haver anunciado que vetaria a proposta.

O projeto foi aprovado por 63 votos a 37, não obtendo a maioria de dois terços necessários para impedir o veto.

Pesquisas de opinião sugerem que a maioria dos americanos apóia a pesquisa, que cientistas esperam que leve à descoberta de curas para doenças como o mal de Parkinson e o de Alzheimer.

Mas o presidente Bush vem se opondo sistematicamente à pesquisa embriônica alegando questões morais.

A votação foi realizada ao final de dois dias dos debates acalorados de três diferentes projetos sobre células-tronco.

Recursos federais

A proposta mais controvertida derruba os limites a recursos federais impostos por Bush em 2001.

Ela já foi aprovada pela Câmara dos Representantes, onde recebeu o endosso de 44 democratas e 19 republicanos; 36 republicanos e um democrata se opuseram.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que com o seu primeiro veto em quase seis anos no cargo, Bush "está cumprindo uma promessa que fez há muito tempo".

As outras duas propostas, menos controvertidas, receberam apoio unânime no Senado e deverão ser sancionadas pelo presidente Bush.

Uma encoraja o uso de células-tronco não-embrionárias e a outra proíbe a criação e aborto de fetos para pesquisa.

Questão eleitoral

Desde que Bush impôs limites ao uso de recursos federais para pesquisa, a pressão vem aumentando para o relaxamento das restrições.

Pesquisas de opinião sugerem que quase dois terços dos americanos apóiam esses estudos.

Entre os ativistas pelas pesquisas com células-tronco estão republicanos proeminentes como Nancy Reagan, cujo marido, o ex-presidente Ronald Reagan, morreu depois de anos sofrendo de Alzheimer.

Mas Bush e muitos outros republicanos conservadores resistem firmemente a mudanças na lei.

Aparentemente o assunto vai se tornar uma das questões em debate durante eleições para o Congresso em novembro.