16 de fevereiro, 2006 - 17h45 GMT (15h45 Brasília)
O telefone celular é "tão importante quanto a eletricidade e a infra-estrutura básica" para impulsionar a economia dos países em desenvolvimento.
A opinião é de Tom Phillips, diretor da GSM Association, entidade que fiscaliza a indústria de telefonia celular internacional e que promoveu nesta semana, em Barcelona, um dos maiores congressos sobre o setor, o 3GSM World Congress.
Para Phillips, o celular pode servir como um "agente de mudança social" ao permitir que "barreiras comerciais sejam quebradas".
"Em muitas nações em desenvolvimento, agricultores e pescadores não precisam mais depender de um intermediário para verificar o melhor preço para suas colheitas ou pescas", disse.
"Ao invés disso, eles podem ligar diretamente para os mercados e descobrir a melhor cotação."
Potencial
Segundo ele, 75% da população mundial já vivem em áreas cobertas pelas redes de telefonia celular.
Mas menos de um terço dos 6 bilhões de pessoas que vivem no mundo tem um aparelho de telefone celular.
Diante de tal potencial de mercado, a empresa americana Motorola já criou um aparelho específico para os países emergentes que custa US$ 30 (cerca de R$ 63).
"O telefone celular é a única tecnologia viável que pode unir essa divisão digital", disse Phillips.
"É a única solução que não depende de bilhões e bilhões em ajuda financeira que não seria investida efetivamente mesmo que estivesse disponível."