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19 de outubro, 2005 - 12h12 GMT (09h12 Brasília)

Coréia do Sul cria banco de pesquisa em células-tronco

Um banco, que vai criar e fornecer novas linhas de células-tronco embrionárias para pesquisas no mundo todo, foi aberto em Seul, na Coréia do Sul.

O projeto é liderado pelo especialista em clonagem, Woo Suk Hwang, que foi pioneiro no desenvolvimento de células-tronco especialmente criada para pacientes individuais.

O banco vai servir como principal centro para um consórcio internacional, que deve incluir os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

Críticos deste tipo de pesquisa afirmam que o uso de embriões humanos na pesquisa é desnecessário e não é ético.

Mas os cientistas argumentam que as células-tronco retiradas de embriões oferecem mais chances para novos tratamentos para uma série de doenças.

As células-tronco podem ser "moldadas" em laboratório para que se tornem vários tipos de tecido do corpo humano.

Quando retiradas de embriões, essas células têm maior capacidade de multiplicação e são mais facilmente moldáveis para constituir qualquer tecido.

Restrições

O novo banco de células-tronco deve ajudar cientistas de países como os Estados Unidos, em que o governo faz restrições às pesquisas com células-tronco.

A administração do presidente George W. Bush proíbe financiamento federal para este tipo de pesquisa a não ser em poucos casos, em algumas pesquisas que já estavam sendo realizadas.

As primeiras agências do banco de células-tronco serão abertas na Grã-Bretanha e Estados Unidos.

"Quando o uso destas células-tronco é limitado a um país em particular, leva muito tempo para criar tecnologias viáveis para toda a humanidade. Criando uma rede global, planejamos dividir as células-tronco criadas em cada país e compartilhar informação sobre estas células", disse Hwang à agência de notícias Associated Press.

A equipe de Hwang foi a primeira no mundo a anunciar a clonagem de embriões humanos para a extração de células-tronco.

Em maio ele anunciou que havia criado as primeiras células-tronco embriônicas geneticamente compatíveis com pacientes doentes ou com algum tipo de ferimento grave, um grande passo na pesquisa para criar tecidos especificamente para tratar doenças ou substituir tecidos feridos.

O financiamento para as pesquisas do banco deve vir do governo da Coréia do Sul, doações particulares americanas e, possivelmente, outras fontes.

A Coréia do Sul não vai patentear as novas linhas de pesquisa em células-tronco mas vai cobrar taxas em encomendas.

Mais de 125 linhas de pesquisa em células-tronco foram divulgadas, no mundo todo. A maioria destas células-tronco foram retiradas de embriões doados.