12 de agosto, 2005 - 09h49 GMT (06h49 Brasília)
Pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA, acreditam ter chegado próximos à resolução de um mistério de centenas de anos: decifrar o cordão com nós usados pelos incas antigos.
Em estudo publicado pela revista Science, os pesquisadores Gary Urton e Carrie Brezine dizem que um grupo de nós parece identificar um palácio, marcando a primeira palavra identificável da extinta civilização sul-americana.
Apesar de os incas terem desenvolvido uma complexa civilização na região andina, eles não deixaram documentos escritos.
O que os conquistadores espanhóis encontraram eram apenas longos cordões coloridos com nós, conhecidos como khipus.
Registro de informações
Acredita-se que os khipus eram usados para registrar informações, mas nunca antes eles haviam sido decifrados.
Urton e Brezine disseram ter isolado um grupo padrão de três nós que seria a representação para o palácio de Puruchuco, numa cidade inca próxima à atual capital do Peru, Lima.
A impressão dos pesquisadores até hoje era de que os cordões eram usados apenas para registrar informações numéricas, porque alguns dos nós parecem representar números.
O império inca era hierárquico, e as mensagens às autoridades sobre pagamentos de tributos ou sobre os suprimentos do Estado eram importantes.
Os pesquisadores, que analisaram 21 khipus por computador, acreditam que a descoberta pode permitir que outros khipus sejam decifrados.
Ainda não está claro, porém, se os 700 khipus que sobreviveram ao tempo contêm muitas informações ou relatos históricos.